Atenção aos detalhes.

Janeiro 22, 2012

Eu realmente não sou boa prestando atenção a detalhes.

Situação 1:

Conheci ele num bar. Depois de muitas conversas pela internet, finalmente nos encontramos. Ficamos. Continuamos conversando pela internet. Até o dia que a conversa foi:

- E tu mora sozinho?

- Sozinho? Não! Vai dizer que tu não notou a aliança…

- (…)

- Achei que vocês mulheres eram rápidas nessas coisas…

 

Situação 2:

Fiquei com um cara, nos encontramos de novo, saimos e fui pra casa dele. Dormi lá e passamos o dia seguinte inteiro juntos…

No fim de semana seguinte, fui pra casa dele de novo. Fui pegar uma caneca na cozinha e a caneca tinha uma foto dele com um gurizinho.

- Quem é? Teu sobrinho? Irmão?

- Não, meu filho.

- Filho? Tu tem um filho?

- Sim, vai dizer que tu não viu os porta-retratos no meu quarto?

- (…)

É, realmente sou muito lenta pra essas coisas…

Sexo anal.

Novembro 7, 2011

Nunca tinha feito, mas tinha curiosidade.

Naquela noite, depois de um open bar, vários drinks e um forrozinho (que a cada volta me deixava mais tontinha), dei de cara com um rasta, negro de lábios carnudos e uma pele linda. Ele me chamou pra dançar forró. Na metade da primeira música já nos beijamos e no segundo beijo eu já tava super excitada, querendo ir embora dali.

Fomos pra casa dele. Muitos beijos, amassos, carícias. Ele me chupou todinha, me deixou muito excitada. Gozei várias vezes, em várias posições… e continuava excitada e querendo mais.

Ele me virou de costas, empinou minha bunda e me lambeu toda. Depois meteu atras, devagarinho. Como eu tava muito excitada, não doeu nem um pouco, só foi uma sensação meio estranha, já que nunca tinha experimentado. Ele continuou. Primeiro metendo devagar e depois aumentando o ritmo, sempre com carinho e cuidado. Eu sentia ele lá dentro e tentava relaxar pra penetração ser mais fácil. Ele continuou mais um pouco e, quando parou, tocou meu clitóris e me fez gozar na hora.

Cochilamos um pouco e, quando acordei, senti que ainda estava toda molhada. Como estávamos de conchinha (e pelados), me aproximei dele, esfregando minha bunda no pau dele e pedindo mais. Ele me penetrou por trás de novo e dessa vez tocou meu clitóris enquanto me penetrava. Não durei 5min e explodi em um orgasmo. Trocamos de camisinha e transamos mais um pouco, até ele gozar também. E pra completar, ele me chupou mais uma vez, até eu não aguentar mais de prazer.

O café de manhã.

Outubro 20, 2011

Conheci um cara em uma festa. Na hora de ir embora, ia levar ele comigo. Avisei minha flatmate e fui. Transamos e dormimos. Os dois pelados, na minha cama.

Na manhã seguinte acordei, levantei da cama. Minha flatmate estava na sala. Fui preparar café. Perguntei se ela queria, perguntei se o cara também queria. Fiz café, servi pra nós 3, na sala. Sentamos os 3 no sofá, tomamos café. O cara ia embora, acompanhei ele até a porta, dei um beijo de tchau e ele foi.

Quando voltei pra sala, minha flatmate (europeia) disse: “Ah, então alguém tá namorando” e eu “Como assim? Quem?”. E ela: “Ah, tomaram café juntos, acompanhou até a porta, deu beijinho…”

Não!! Eu não tinha nem sequer pego o telefone ou e-mail dele (nem dado o meu)… eu provavelmente nunca mais o visse!! Mas o cara dormiu comigo na minha cama, pelado… como não vou nem oferecer um café de manhã? Como não abrir a porta e dar um beijinho de tchau?

Pra ela aquelas demonstrações de afeto matinais eram indício de que eu queria algo mais, queria relacionamento… pra mim seria muita hipocrisia acordar pelada do lado de um cara e fingir que nada tinha acontecido…

E foi aí que ela me explicou que para ela o one-night stand acaba na hora que tu dorme… E quando pensei nisso, várias fichas caíram… de outras histórias que também merecem ser contadas em outros posts.

As diferenças.

Outubro 20, 2011

Quando eu morei na Europa, dividia apartamento com uma amiga européia. E conversávamos sobre as diferenças de percepção sobre relacionamentos. Aliás, foi dessas conversas que surgiu a ideia do nome desse blog: ele conteria extratos do que acontece na manhã seguinte, depois de um “one night stand”… porque a forma como as pessoas se comportam na manhã seguinte varia de um continente para o outro.

A diferença básica é: Pra você, quando termina o one night stand?

Se você responder “na hora que eu vou embora da casa dele (ou ele da minha)”, você provavelmente é latino. Se responder “na hora que eu durmo”, europeu.

Sim, daí quando tu acorda na manhã seguinte, já não tem mais nada com o cara… e se acontecer algo de manhã (mesmo que sejam só beijinhos) é porque tu quer dar continuidade, quer que vire relacionamento…

Bizarro? Pois vamos às pilulas dos dias seguintes que exemplificam as diferenças (nos próximos posts)

5 reglas para buscar un hombre:

Setembro 2, 2011

1) Es importante tener a un hombre que le guste estar contigo!

2) Es importante tener a un hombre que te haga reír!

3) Es importante tener a un hombre en el que confies y no te mienta!

4) Es importante tener a un hombre que sea bueno en la cama!

5) Es MUY, MUY, MUY importante que esos cuatro hombres no se conozcan entre ellos.

O quarteto.

Maio 21, 2011

Aquela noite eu realmente queria beijar na boca. Tinha sofrido uma grande desilusão amorosa e tava precisando levantar o ego… Já eram quase 5 da manhã e aquela festa ainda não tinha dado resultados. Minha amiga já tava querendo ir embora e me deu mais 15 minutos… era hora de fazer algo! Eu tava conversando com três guris… um deles muito lindinho (mas ele já tinha dito que era muito tímido pra chegar em mulher, então o alvo tinha que ser outro)… fui me despedir deles: beijinho no rosto do primeiro, beijinho no rosto do segundo… e tasquei um beijo na boca do terceiro!

Ele ficou surpreso, mas correspondeu. Eu disse que precisava ir embora, ele pediu pra eu ficar… avisei minha amiga que eu ia ficar e voltei… ele se surpreendeu de novo por eu ter voltado. Ficamos.

Estávamos lá os quatro, dançando, curtindo a festa, bebendo… e os guris se revezavam pra buscar bebida, enquanto eu tava ficando com aquele que beijei. Até que foi a vez dele buscar bebida…

Quando ele saiu, veio outro deles, chegou pertinho e sussurrou no meu ouvido “Eu te beijaria todinha…” e beijou minha orelha… e um arrepio percorreu meu corpo… e ele beijou meu pescoço e foi dando beijinhos, vindo em direção ao rosto… até chegar na minha boca e me beijar…

E enquanto a gente se beijava, veio o terceiro dos guris e beijou o meu pescoço… e ficou dando vários beijinhos… e eu me dei conta de que tava beijando um guri, ganhando beijos no pescoço de outro… enquanto o amigo deles, que tava ficando comigo, comprava bebida para os quatro! Sensação estranha… mas gostosa!

O primeiro deles voltou, e eu continuei ficando com ele, como se nada tivesse acontecido…

Mas aí na hora de dançar os outros vinham, pegavam na minha cintura, respiravam no meu cangote… e mesmo enquanto eu beijava o 1, vinha o 2 e me abraçava por trás… e os três dançavam ao meu redor e chegavam pertinho, cheiravam meu cabelo, pegavam minha mão, beijavam meu pescoço…

Na hora de ir embora, saí de lá com o guri que eu tava ficando. E os outros dois vieram junto… e eu de braço dado com ele… e outro veio e pegou minha outra mão… E quando chegamos na casa dele, pensei “bom, agora vai cada um pra sua casa”… mas entraram todos… e todos desceram até o quarto…

E vieram os três ao meu redor… e todos me beijavam, me tocavam, me acariciavam… e começaram a tirar a minha roupa… e me deitaram na cama… e vieram por cima de mim… e enquanto um deles me penetrava, outro me beijava na boca e o outro beijava meus seios… Depois o que me beijava a boca pôs o pau na minha boca… e o terceiro ficou sem muito espaço e saiu… sentou em uma cadeira, pôs música no computador e ficou assistindo a cena: eu transando com seus dois amigos.

Quando terminamos, o dono da casa se surpreendeu com a hora (eram 8h da manhã!) e disse que seus tios podiam chegar a qualquer momento… Nos levantamos, juntamos as roupas e fomos para a porta… Aquele que tinha ficado comigo (e era o dono da casa) perguntou aos outros dois se eles me acompanhavam até em casa ou me levavam com eles para que eu pudesse dormir (afinal, ele tinha se responsabilizado por mim, já que eu estava em uma cidade que não era a minha, na casa da minha amiga com quem eu tinha ido para a festa). Aquele que tinha ficado assistindo (e era o mais bonitinho deles) disse que sim, claro, me levava com ele ou me acompanhava até a casa da minha amiga, como eu preferisse… Nos despedimos dos outros dois e saímos, braços dados…

Disse a ele que preferia ir pra casa dele e dormir um pouco, já que era muito cedo para acordar minha amiga… Fomos até sua casa e ele me ofereceu sua cama e sentou em uma cadeira. Disse a ele que deitasse comigo para dormir também… ele deitou… e como a excitação de ambos ainda era grande, nos beijamos, nos tocamos, nos despimos… e transamos… e ele foi o melhor dos três! Não dormimos nada e quando nos demos conta, era meio dia e eu realmente precisava ir embora…

Ele me acompanhou até a parada de ônibus, de mãos dadas… anotou meu telefone e email e me deu um beijo carinhoso dizendo que escreveria… e mantemos contato até hoje!

Os negros.

Março 17, 2011

Dizem que “Once you go black, you never go back”.

Teoria comprovada e aprovada!

Perda de memória.

Janeiro 13, 2011

Eu acordei as 5h da manhã, no hostel. Minhas amigas estavam me acordando – precisávamos pegar o ônibus e seguir nossa viagem. Eu não lembrava o que tinha acontecido… mas eu estava vestida (de calça jeans, inclusive) e na minha cama. Lembrava de ter beijado um guri na festa do hostel na noite anterior… comecei a revisitar a memória.

Lembrei de ter descido do quarto dele, descalça. Olhei para o lado da cama e minhas botas estavam ali. Lembrei de ter ido pro quarto dele – e de ele ter dito que eu devia voltar ao meu quarto porque precisava acordar as 5h da manhã pra pegar o ônibus. Lembrei de ter bebido muito na festa do hostel, lembrei de ter dançado com ele, de ter saído com ele da festa, de ter beijado ele. Lembrei de ter dormido, de ter sentido frio no meio da noite e puxado o cobertor pra me cobrir…

Mas não conseguia lembrar se algo mais tinha acontecido. Eu lembraria se tivesse acontecido algo, certo? Não sei…

Eu fui pro quarto dele, mas eu acordei vestida. Eu acordei limpa, mas eu estava usando uma daquelas pochetes de guardar dinheiro e documentos e, quando acordei, ela não estava mais na minha cintura, mas atravessada entre as minhas pernas…

Ainda não consegui lembrar… e também não lembro o nome dele…

…peso na consciência!

Três coisas.

Outubro 28, 2010

Há três coisas que tem que encaixar para que um relacionamento funcione:

* O abraço

* O beijo

* O sexo

Não sei como tem gente que começa um relacionamento sem ter provado se as três coisas funcionam…

 

Os dois.

Agosto 13, 2010

Aquela foi uma semana agitada.

Na quinta-feira, saí com um carinha (vamos chamá-lo de 1) com quem eu já andava conversando fazia tempo, mas que nunca tínhamos conseguido coordenar nossos horários. Nos encontramos no centro, fomos a um barzinho com música ao vivo. De lá pra outro bar, tomar umas cervejinhas… e ficamos! Foi legal! E a pegada foi forte…

No dia seguinte, eu ia viajar com uns amigos… então nem dormi e fui direto pra rodoviária… No grupo de amigos, estava o namorado de uma amiga (que chamaremos de 2), que era um cara bem legal, que eu já conhecia de outras festas e viagens… e que em algum momento já tinha me sentido atraída por ele.

E eis que na sexta-feira à noite, depois de 2 litros de rum, resolvemos ir até o lago… as gurias disseram que não iam entrar no lago nem mortas, já que a água parecia suja. E eu, na minha empolgação de bêbada: “Vamos pra água!” E ele topou. Entramos no lago. E, enquanto eu, na minha felicidade de bêbada olhava as estrelas e me divertia na água, ele veio na minha direção… e foi chegando em mim. Me abraçou. (e eu sempre tinha imaginado como seria bom ser envolvida por aqueles braços) E me beijou. E o beijo era gostoso. E a ondulação do lago nos fazia mais próximos, e nossas bocas continuavam a buscar-se. E a namorada dele estava no quarto, no hostel, nesse momento.

Voltamos pro hostel. Tomei banho, ele também. E antes de ele ir dormir (com a namorada), me procurou de novo. E ficamos.

Na manhã seguinte, levantei tonta e achei que tudo tinha acontecido porque ele estava muito bêbado. Assim, o dia transcorreu tranquilo, todos felizes. E ele com a namorada, numa boa.

À noite, eu era a última que tinha que tomar banho antes de sairmos pra jantar. O pessoal estava no andar de baixo esperando por mim. E quando eu saí do banho, ele estava esperando por mim no quarto. E me beijou. E abraçou meu corpo e me deitou na cama. E tirou a toalha e beijou meus seios. E desceu até… eu dizer que não, porque a qualquer momento podia vir algum dos amigos. Fomos todos jantar.

No dia seguinte, depois da promoção de caipirinha, estávamos no hostel todos, jogando joguinhos de bebida. E aos poucos o pessoal ia se retirando a seus quartos. A namorada dele foi uma das que foi dormir cedo. No fim éramos só 4: duas das gurias, ele e eu. As gurias foram dormir, eu fui escovar os dentes e, na saída do banheiro, ele veio de novo. Me abraçou, beijou e me carregou até o outro lado do hostel, onde encontramos um quarto vazio. Entramos. A cama era meio barulhenta, entao deitamos no chão mesmo. Depois, cada um para o seu quarto (ele, de novo, foi dormir com a namorada).

Segunda-feira, dia de ir embora e voltar à rotina. Passamos o dia inteiro no ônibus, viajando. O que foi bastante incômodo, já que meus ossinhos da coluna doíam do chão da noite anterior. Chegamos. Ele, a namorada e outro amigo me acompanharam até a minha parada de ônibus. Na hora de me despedir dele, só um abraço de amigos. Mas com aquele arrepio percorrendo o corpo.

E durante toda a viagem de volta, meu celular tinha ficado sem bateria, então não pude escrever ao 1, como tinha dito que faria, pra dizer a que hora eu chegava e pra nos encontrarmos. Quando cheguei em casa escrevi “Cheguei muito tarde. Desculpa. Deixamos pra amanhã”.

E no “amanhã”, ele me buscou na saída do trabalho. Me levou pra tomar café e comer torta de chocolate. Um amor! E me acompanhou até o barzinho onde eu ia tomar umas cervejas com uns amigos, enquanto ele ia pra aula. Na saída da aula, foi me encontrar no barzinho e acabou indo dormir na minha casa.

Tudo ia muito bem, os beijos eram muito bons, os lábios se encaixavam perfeitamente, as preliminares eram super quentes… até que ele tirou a cueca. Sério? É só isso mesmo? Tem certeza? Não que eu ache que “tamanho é documento”, mas tudo tem limite, né?

Dormimos.

No dia seguinte, no trabalho, o 2 me disse, pelo gtalk, que queria me ver. Eu, depois da decepção do dia anterior, tinha muita vontade de sexo bom. Topei. Ele disse pra namorada que ia trabalhar até tarde, me buscou na saída do trabalho e foi até a minha casa. Passou reto, enquanto minha flatmate tomava banho (claro, ela também é do grupo de amigos e não poderia saber), e foi direto pro meu quarto.

Foi só fechar a porta e o quarto pegou fogo! Os braços fortes me envolvendo, os beijos que se encaixavam, cheios de desejo, as mãos que percorriam os corpos, as roupas no chão, os corpos que se moviam ritmados e frenéticos, o sexo que se encaixava perfeitamente, os corpos suados pós-sexo abraçados… poderia passar horas assim. Mas ele tinha que ir embora… ficou, então, a promessa de um próximo encontro, para o sábado de manhã (quando ele teria que “trabalhar”)

Na quinta-feira, tirei uma folga e não vi nenhum dos dois.

Na sexta, já tinha combinado com o 1 de que íamos sair. Só que eu queria, ao máximo, evitar chegar até o quarto, pra evitar a frustração. Então fomos no cinema, ver um desenho animado infantil. Filme, pipoca, sorvete. Ele é um doce! Papo-cabeça, piadas… ele tem papo! Caretas, beijinhos, bobaginhas… me sinto à vontade com ele! Ele acabou indo pra minha casa de novo.

Eu já esperando a decepção de novo… mas dessa vez ele surpreendeu! Entendi o que aconteceu: no outro dia ele tava nervoso e o amiguinho lá embaixo resolveu não colaborar… E dessa vez foi bom. Não foi um 9 (de 10), como o outro… mas foi um 7. Dá pro gasto.

No sabado de manhã, o 1 foi embora as 6 da manhã (porque ele tinha aula) e o 2 chegou as 9. Direto pro quarto. Mais um pacote de camisinhas. Foi bom. Foi intenso. Foi cansativo.

As 3 da tarde, quando ele foi embora, eu tava sedenta, faminta e com o corpo todo dolorido. Que sensação boa!

E no sábado a noite, tinha festinha em casa. Meu aniversário. Vieram todos os amigos. Inclusive o 2… e a namorada! E ela foi um amor comigo. Me deu presente, me deu um cartão lindo, fez A festa. E eu me senti um lixo. Sou a pior pessoa do mundo, já sei! Nesse momento, tomei a decisão.

No domingo, depois das caipirinhas, do forró, da bebedeira, acordei cedinho pra encontrar o 1 (que não tinha sido convidado pro meu aniversário) e ir com ele pra praia. Foi lindo! Ele é um amor, super divertido. Adoro os beijos dele, adoro as caretas dele, adoro seus olhinhos cheios de ternura. Passamos um dia muito bom na praia e eu terminei de decidir: vou ficar só com ele. E que o outro não me procure mais.

Na segunda-feira comuniquei a decisão ao 2. Na segunda à noite o 1 foi dormir em casa. E os dois continuaram me mandando mensagens, me trovando, super bonitinhos. Mas eu escolhi ser uma boa pessoa.

A pizza.

Julho 27, 2010

Aquela tarde eu tava esperando mensagem dum cara que eu tinha ficado e queria ver de novo. Mas não foi ele que escreveu, foi outro (que eu também já tinha ficado, mas fazia mais tempo). Como ainda tava otimista com relação à outra mensagem, respondi que não, porque ia jantar com uns amigos (sim, o jantar era o plano “B”).

A mensagem que eu queria nunca chegou, então fui jantar com os amigos. A janta terminou cedo demais pra um domingo a noite. Então, no caminho pra casa, escrevi praquele que tinha me escrito:

- A janta acabou cedo. To indo pra casa assistir um filme. Quer vir?

(em menos de 3 minutos): – Qual é o endereço?

(mandei o endereço)

E em menos de 15min ele tava na porta de casa! Melhor que pizza! ;)

O gay.

Julho 22, 2010

Eu ficava com ele. Em festas, com os amigos, a gente ficava, rolava uns amassos… Mas quando eu convidava ele pra sair, ele nunca aceitava. Nem se fosse pra ir no cinema, ou tomar uma cervejinha. Sempre tinha uma desculpa.

Um dia eu me convidei pra ir na sua casa. Ele morava em outra cidade, então me levou pra passear, me mostrou a cidade. Nos sentamos na beira do rio… todo bonitinho! Até chorou e disse que ia sentir saudade quando eu fosse embora!

Um dia, antes de eu ir embora, passou na minha casa e, como eu não tava, me deixou um ursinho de pelucia de presente. Um amor! E eu gostava dele…

Só que isso foi há 6 anos! E ontem encontrei ele no facebook. A foto do perfil é meio estranha… uma onda meio “emo”. Mas enfim… adicionei-o.

Hoje ele me aceitou e eu fui dar uma bisbilhotada no perfil. “Relationship status: married”. Que? Casado? Sério?

Fui olhar as fotos, pra ver quem é a esposa. Encontrei uma foto dele com outro guri com cara de emo. E um comentário: “tão apaixonados!” Queeee???? Ele é GAY! :S

Ainda não superei o choque… Nunca tinha descoberto que algum ex era gay! =/ estranho =/

A massagem. 2

Junho 21, 2010

Ele me disse que sabia fazer massagem, que fez cursos e faz massagens profissionalmente. Eu tinha andado vários quilômetros de bicicleta e estava super cansada. Tomei um banho e ele me perguntou “Quer que te faça massagem agora?” E eu “ok, pode ser”.

Fui pro quarto dele. Tirei a blusa e deitei na cama de barriga pra baixo. Eu estava sem sutiã. Ele me disse pra tirar também a bermuda, pra me fazer massagem nas pernas, já que elas deviam estar cansadas do passeio de bicicleta. Eu disse que primeiro as costas, depois eu via se tirava a bermuda ou não.

Ele colocou creme de massagem nas minhas costas e começou a massagear com mãos firmes… uma delícia! Quando terminou as costas, achei que valeria a pena a massagem nas pernas também. Tirei a bermuda. Ele colocou creme nas minhas pernas e fez uma massagem super relaxante.

Aí ele me disse pra virar de frente. Quê? Sim, daí eu termino a massagem nas pernas… Só que eu estava sem sutiã, lembra? Ou seja, era fazer topless… Ele já tinha me visto na praia, só de biquini. Quantas mulheres fazem topless na praia… Enfim, virei.

Ele colocou creme nas minhas pernas e continou massageando gostoso. Apertando minhas coxas, deslizando os polegares perto da minha virilha. Senti minha calcinha umedecer.

Aí ele passou creme na minha barriga e no peito, entre os meus seios. E começou a massagem aí, contornando os seios. Até que suas mãos escorregaram pelos meus seios. Ainda com mãos firmes de quem está fazendo massagem e não acariciando. Me senti meio estranha, pelo fato de ele me tocar assim, mas deixei.

E ele continuou massageando a minha “frente”. Pernas, coxas… subindo pelos ossinhos do quadril (e colocando as mãos por baixo da minha calcinha pra massagear esses ossinhos) até a barriga, seios…

Aí ele me disse pra virar de novo. Virei. Melhor, me sinto menos incômoda assim, já que não me sinto tão exposta e não tenho que olhar nos seus olhos.

Só que aí ele baixou a minha calcinha e colocou creme na minha bunda. Como eu estava dolorida da bicicleta, foi bom receber massagem aí também.. então relaxei. E ele se aproveitou, e tirou a minha calcinha! (e jogou as minhas roupas na outra cama, fora do meu alcance).

E aí, ele me disse pra virar de novo. Pronto, perdi. Disse que não. (Só que mesmo que eu só quizesse me levantar e pegar minha roupa, ele ia me ver igual). Ele disse pra eu não me preocupar, que ele já fez massagem em várias mulheres, que tá acostumado a ver mulheres peladas, que eu não precisava ter vergonha. Eu não tinha muita escolha… virei.

Ele continuou com a massagem… pernas, coxas, quadril, barriga, seios… e agora, quando passava pelos ossinhos do quadril, esticava os polegares, tentando alcançar “mais longe”… em uma dessas, tocou meu clitóris. Senti que já estava bem molhada.

Depois, em uma das vezes que subia as mãos pelas minhas coxas, “escorregou” e me penetrou com os dedos. Não resisti e soltei um gemido. Ele viu que eu gostei e continuou. Sentiu como eu estava molhada e caiu de boca. E eu relaxei e gozei (literalmente).

Ele fez menção de tirar a calça e eu não deixei. Disse que já tinha que ir e me levantei. Ele me abraçou, tentou me beijar. Não beijei. Me vesti e fui embora. No fim, quem ganhou fui eu ;)

O pagodeiro.

Janeiro 6, 2010

Eu tava no Uruguai. E os uruguaios amam o Brasil e os brasileiros.

Eu tava sentada num barzinho, nas mesinhas na rua, com uns amigos… e vi que no barzinho em frente tinha um grupo tocando musica brasileira… samba, pagode, axé, forró, samba-enredo, marchinhas… tinham desde pandeiro e saxofone até triângulo e cuica… e tocavam muito bem! Fui lá perguntar se eram brasileiros… não, eram uruguaios!

Fiquei por ali, cantando com eles, dançando no meio da rua… depois vieram outros brasileiros dançar também, uns uruguaios também… até que toda a rua entrou na festa e virou carnaval: trenzinho, galera dançando em cima das mesas…

E um dos carinhas que tocava era bem bonitinho… e já morou no Brasil, então eu conversava com ele em portugues… contou que morou na Praia da Pipa; eu pedi algumas músicas; ele sabia mais músicas que eu; ele me olhava quando eu sambava; ele dançou até “na boquinha da garrafa”; ele me deu o telefone dele e eu dei o meu…

Uns dias depois, mandei mensagem perguntando se ele ia tocar lá no mesmo bar de novo… ele disse que nesse dia não, mas no dia seguinte sim. Eu tinha até esquecido disso quando, no dia seguinte, fui tomar umas cervejas lá no centro com uns amigos. Chegando lá, vi que ele tava no bar de novo… Meus amigos tomaram 1 cerveja só e quiseram ir embora… eu queria ficar mais, então fui lá falar com o carinha… ele me chamou pra sentar com eles e tomar cerveja, enquanto eles esperavam os caras da banda que faltavam pra começar a tocar.

Conversamos, bebemos. Eles tocaram, a rua virou carnaval de novo. A festa foi até as 4h da manhã. Quando eles terminaram de tocar eu perguntei:

- O show acabou?
- O show sim, a noite não.

E me puxou pra perto dele, passou o braço pela minha cintura e saimos caminhando. Nem bem viramos a esquina, nos beijamos…

A ressaca.

Dezembro 7, 2009

São 8 da noite e eu ainda to de ressaca… a festa de ontem foi forte…. Mas mais forte do que a festa, a bebedeira ou a ressaca foram os lapsos de memória…

Acabei na casa de um cara que já faz um tempo que me dava umas indiretas… e que eu tinha certeza que não ia pegar de jeito nenhum! E não lembro exatamente como foi que ele me convenceu a ir embora com ele…

Lembro do momento que ele me beijou… mas não lembro porque eu me rendi… Lembro que depois de ter beijado ele, tava dançando com outro amigo… e lembro que em algum momento eu tava dançando com os dois juntos… mas não lembro o que exatamente eu fiz… só sei que hoje de manhã o cara que eu peguei me disse que quando a gente saiu da festa, o “outro” mandou uma mensagem pra ele perguntando porque a gente foi embora e não levou ele junto (!!)

O piercing.

Novembro 30, 2009

Ontem beijei um cara que tinha um piercing na língua. Perguntei como é ter um piercing na língua. Ele me disse que o bom é ter uma “ferramenta” a mais…

e não é que ele realmente soube usar a “ferramenta”? ;)

A massagem.

Novembro 25, 2009

sábado, eu cheguei em casa depois de uma caminhada de 50km, suja e podre de cansada e a minha flatmate tinha organizado uma janta lá em casa. Pedi pra ela me alcançar minha toalha e fui direto pro banho. Ao sair do banho, tive que cruzar a sala só de toalha… e a sala tava cheia de gente… um monte de amigos nossos tavam por lá – e também gente que eu não conhecia.

Depois de me vestir, desci pra sala e desabei no sofá. Só comi porque me serviram comida e me trouxeram o prato. Todo meu corpo doía. Do meu lado tava sentado um carinha bonitinho que eu acho que lembro de ter visto em alguma festa antes, mas com quem nunca tinha conversado.

- Tu sabe fazer massagem? – perguntei
- Sim, claro, eu já fiz massagem profissionalmente
(opa! parece que eu perguntei pra pessoa certa!)

Sentei de costas pra ele e ganhei massagem nas costas. Disse pra ele que ele tinha ganho pontos com a massagem. Depois também ganhei massagem nos pés. Adorei! (mais pontos) E ele disse que eu não tinha visto nada… que tinha que ver quando ele me fizesse uma massagem de verdade. (uuuhh!!)

Nos despedimos, ele tava cheiroso. Comentei que tinha gostado do seu perfume.

A promessa da massagem ficou pendente, nós seguimos em contato. Até o dia que combinamos de ele ir lá em casa e fazer a massagem que ele tinha prometido. (o que esperar de um cara que vem na casa de uma mulher fazer uma massagem? e será que ele realmente era massagista e ia ser profissional mesmo?)

Tomei banho, coloquei uma saia e uma blusa. Ele chegou. Sentamos na sala, conversamos um pouco. Ele fez um pouco de massagem nas minhas costas, pra ver se eu tava muito tensa. Aí ele foi até meu quarto, ajeitou o lençol da cama e disse pra eu tirar a blusa e deitar de bruços, enquanto ele ia preparar umas coisinhas. Obedeci.

Ele veio, colocou uma toalha quente nas minhas costas, acendeu velas, fechou a cortina. Aí ele veio começar a massagem. Pediu permissão e tirou meu sutiã. Derramou gel de massagem com esfoliante nas minhas costas e começou a massagem. Eu ali, quietinha, relaxada, curtindo…

Aí ele terminou as costas e perguntou onde mais eu queria massagem. Eu não sabia o que dizer… nunca fui num massagista de verdade… onde mais se faz massagem além das costas? Ele sugeriu pés e pernas… ok, pode ser…

Começou pelos pés… adoro! Massagem nos pés é relaxante, uma delícia! Aí ele começou a subir pelas pernas. E conforme a massagem subia, também subia a minha saia… ele perguntou se podia tirar a saia… disse pra eu não me preocupar, que ele ia ser profissional… hmm… ok, tudo bem…

Massagem nas pernas, nas coxas… na parte de dentro das coxas… as mãos dele iam deslizando com o gel de massagem… e acabavam cada vez mais perto da minha calcinha…

Até que ele disse que tinha terminado a parte de tras… e perguntou se eu queria massagem na frente… devo ter ficado muda uns bons minutos… eu tava só de calcinha… virar de frente significaria estar praticamente nua… e, como assim ele ia massagear minha “frente”? Ele insistiu que seria profissional e que ia me respeitar… hmm… acabei virando.

Ele começou massageando as minhas pernas e foi subindo… das coxas passando pelos ossinhos do quadril até a barriga. Até que ele chegou no meu peito. No inicio, dando a volta ao redor dos meus seios… até que suas mãos “escaparam” e passearam pelos meus seios também… Do peito, escorregaram pelos meus braços, pegaram na minha mão… ele levou minha mão até a boca e deu um beijinho.

Aí ele chegou perto do meu rosto e, com o pescoço perto do meu nariz perguntou sussurando no meu ouvido se eu ainda gostava do seu perfume. Disse que sim e nos beijamos.

Dada a situação em que eu me encontrava, terminar de tirar a minha roupa era fácil… não preciso dizer como terminou a noite, né?

O mineiro.

Novembro 19, 2009

Uma vez fui ao interior de São Paulo a trabalho. Eu ia participar de um evento e tava com febre de 39 graus. Tomando um paracetamol atrás do outro, fui.

A ideia era chegar lá pela tarde, participar do evento, dormir por lá e voltar a São Paulo no dia seguinte pela manhã. Chegando, nos encontramos com a galera que tava organizando o evento e eles também organizavam pra gente nossa hospedagem

- Gabi, cê dorme lá em casa. – disse um mineiro puxando o r do “dorrrme” – Eu até troquei os lençois hoje só porque cê vinha.

Tudo bem. Tudo o que eu queria era ter certeza de que ia ter uma cama pra cair depois do evento, gripada e cansada.

Chegando na sua casa – apartamento que ele dividia com alguns amigos – ele apontou pro seu quarto e disse pra eu ficar a vontade. Beleza! Coloquei o pijama, escovei os dentes e fui pro quarto.

Uma cama de casal. Fiquei pensando “e ele, onde vai dormir? na sala? vai colocar um colchão no chão do quarto? ou será que…?”

Por via das dúvidas, tomei meu paracetamol e fui pro cantinho da cama, perto da parede… pro caso de que ele fosse dormir na mesma cama que eu. Me encolhi bem, pra garantir que houvesse um espaço seguro entre a gente.

Ele entra no quarto, fecha a porta, apaga a luz (é, acho que ele vai dormir aqui mesmo) e vem pra cama. Eu, de frente pra parede, fingia dormir.

Ele invade o espaço seguro que nos separava, se aproxima, passa o braço por cima de mim e me abraça.

Vencida pela gripe e pela febre, não reagi. Afinal, dormir de conchinha sempre é bom… e nada melhor do que alguém cuidando de mim quando eu tô doente… me deixei ser abraçada.

Só que ele não queria só isso… começou a fazer carinho, colocar a mão por baixo da blusa do meu pijama, beijar meu pescoço…

Meio sem entender, considerei as escolhas possíveis que eu tinha… e acabei achando que nao valia a pena dizer “não”, me esquivar e dormir sozinha e doente… me rendi.

Me virei de frente pra ele, respondi ao abraço e aos beijos… e tive uma noite quente… (e nao era quente de febre! até porque a febre passou como que por um passe de mágica)

Não dormimos.

E de manhã, quando passaram pra me buscar pra voltarmos a São Paulo, meus amigos:

- Que remédio pra gripe tu encontrou, hein? Ainda por cima vem com um sorrisão na cara e nem parece cansada por não ter dormido!

Dormi a viagem toda, cheguei em São Paulo direto pro trabalho… e no final da tarde, quando levantei da cadeira em frente a meu computador, me dei conta de que estava com as pernas doloridas… é, muito exercício…

O chifre.

Novembro 11, 2009

Ele era meu amigo de vários anos. Acho que sempre teve uma quedinha por mim, mas nunca tinha acontecido nada. Fazia anos que a gente nao se via. Força do destino, cada um morando em uma cidade diferente… aquele dia estávamos os dois na mesma cidade. Chamei ele pra ir lá em casa. Chamei também outros amigos… tarde de sábado de chuva em casa, bate papo informal.

Ele contou de Floripa, da vida por lá. Contou da faculdade, da formatura. Da mudança pra Porto Alegre. Da namorada que mora em Floripa, mas que tá pensando em se mudar pra Porto pra morar com ele.

Eu, que queria sair aquela noite, tentando convencer a galera, apesar da chuva. “Vamos, vai ser legal. Tem um lugar aqui pertinho, vamos caminhando mesmo. E dizem que toca ‘de tudo’, vai ser legal pra dançar.”

E meus amigos iam desistindo um por um… no fim sobramos nós dois. Saímos. Dançamos, tomamos cerveja… a música tava boa, dançamos mais, tomamos mais cerveja… dançamos juntinhos, ele me puxando pra perto dele… (ele nao tava falando da namorada agora há pouco?) tentou me beijar, eu me fiz de louca e me esquivei… continuamos dançando… ele veio de novo… quer saber? foda-se! a namorada é dele e nao minha… beijei!

Foi legal. Fomos pra casa, pro quarto. Ele nao tinha camisinha, eu também nao. Roubei uma do meu flat-mate (ele nao vai notar). Transamos.

Dormimos juntos, acordamos juntos. Abraços, beijinhos.

- Posso te fazer uma pergunta? – eu – Tu nao tinha namorada?
- E tu pergunta isso só agora?
- Bom, achei que era um problema mais teu do que meu.

Ele foi embora. Nunca mais nos vimos.

O sueco.

Novembro 11, 2009

Eu ia num ônibus em direção à Buenos Aires. Sempre gostei de Buenos Aires, mas dessa vez estava só de passagem.

Era um ônibus bastante internacional… a chilena sentada na minha frente, a norte-americana ao meu lado, todos os argentinos voltando pra casa depois do verão em Floripa… mas o sucesso mesmo eram os 3 suecos no banco do fundão.

Quando acabou o filme que passavam na tv do ônibus, fui até o frigobar tomar água e reparei em um menino de cabelos loiros cacheados sentado ao lado da chilena que estava na minha frente… bonitinho, pensei.

Quando voltava ao meu assento:

- E ai, brasileira! – o loirinho
- Ah, tu é brasileiro?
- No, soy sueco
(ah, ta… conta outra… agora ele tá se fazendo de sueco só porque os 3 lá do fundo do ônibus são O sucesso da viagem)
- Y entonces porque hablas español?
- Porque vivi en España y soy profesor de español en Suecia

Voltei ao meu lugar. O “sueco” virou-se para trás, assim podia continuar conversando comigo. Pegou um mapa da Suécia pra me mostrar sua cidade. O mapa estava em sueco. Me mostrou notas de coroas suecas. Tá bom, tá bom, ele era sueco! E gatinho!

Diz ele que juntou dinheiro dando aulas de espanhol na Suécia e agora estava viajando pela América do Sul. Começou por Buenos Aires. De lá foi até Foz do Iguaçu. Depois Curitiba. Surfou por 1 semana em Floripa. E agora volta a Buenos Aires, de onde pega o avião domingo. E “hoje” era sexta. E eu tinha um vôo segunda.

Conversa vai, conversa vem, vamos chegando mais perto… a mão dele teima em encostar na minha… meu olhar teima em cruzar com o dele… olhos azul piscina, sorriso doce… e o beijo mais doce ainda!

A norte-americana, que teve seu espaço amplamente invadido, já que o beijo foi através dos assentos do ônibus, se ofereceu para trocar de lugar. E ele veio sentar comigo pelo resto da viagem.

- Onde tu vai ficar lá em Buenos Aires? – ele
- Na verdade, ainda não sei. Tenho uns conhecidos lá, mas eles não responderam ainda. Chegando lá eu ligo.
- E por que você não fica no hostel comigo?
- Sabe o que é, tô meio quebrada… não posso pagar hostel.
- Mas eu estou te convidando.

Nesse momento passou pela minha cabeça: ele não deve querer me roubar, já que acabei de dizer que não tenho dinheiro; esses olhinhos azul piscina não parecem esconder um seriall killer ou um traficante de órgãos… o que mais ele pode querer fazer comigo que eu não queira?

E fui.

Passei o final de semana dos mais românticos em Buenos Aires. Com caminhadas pelo Puerto Madero, show de tango em Santelmo, asado argentino regado ao melhor Malbec, tarde ao sol em um parque de Palermo e noite de festa na Recoleta (com uns franceses amigos de um amigo sueco dele que mora em Buenos Aires e que me fizeram ensinar todo mundo a dançar samba).

No domingo, fui com ele até o aeroporto. Ganhei presente. Nos despedimos. Ele chorou. E levou minha piranha de cabelo em formato de borboleta dizendo “já que a minha borboleta não pode ir comigo, levo essa borboletinha”. E se foi.


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