
Aquela foi uma semana agitada.
Na quinta-feira, saí com um carinha (vamos chamá-lo de 1) com quem eu já andava conversando fazia tempo, mas que nunca tínhamos conseguido coordenar nossos horários. Nos encontramos no centro, fomos a um barzinho com música ao vivo. De lá pra outro bar, tomar umas cervejinhas… e ficamos! Foi legal! E a pegada foi forte…
No dia seguinte, eu ia viajar com uns amigos… então nem dormi e fui direto pra rodoviária… No grupo de amigos, estava o namorado de uma amiga (que chamaremos de 2), que era um cara bem legal, que eu já conhecia de outras festas e viagens… e que em algum momento já tinha me sentido atraída por ele.
E eis que na sexta-feira à noite, depois de 2 litros de rum, resolvemos ir até o lago… as gurias disseram que não iam entrar no lago nem mortas, já que a água parecia suja. E eu, na minha empolgação de bêbada: “Vamos pra água!” E ele topou. Entramos no lago. E, enquanto eu, na minha felicidade de bêbada olhava as estrelas e me divertia na água, ele veio na minha direção… e foi chegando em mim. Me abraçou. (e eu sempre tinha imaginado como seria bom ser envolvida por aqueles braços) E me beijou. E o beijo era gostoso. E a ondulação do lago nos fazia mais próximos, e nossas bocas continuavam a buscar-se. E a namorada dele estava no quarto, no hostel, nesse momento.
Voltamos pro hostel. Tomei banho, ele também. E antes de ele ir dormir (com a namorada), me procurou de novo. E ficamos.
Na manhã seguinte, levantei tonta e achei que tudo tinha acontecido porque ele estava muito bêbado. Assim, o dia transcorreu tranquilo, todos felizes. E ele com a namorada, numa boa.
À noite, eu era a última que tinha que tomar banho antes de sairmos pra jantar. O pessoal estava no andar de baixo esperando por mim. E quando eu saí do banho, ele estava esperando por mim no quarto. E me beijou. E abraçou meu corpo e me deitou na cama. E tirou a toalha e beijou meus seios. E desceu até… eu dizer que não, porque a qualquer momento podia vir algum dos amigos. Fomos todos jantar.
No dia seguinte, depois da promoção de caipirinha, estávamos no hostel todos, jogando joguinhos de bebida. E aos poucos o pessoal ia se retirando a seus quartos. A namorada dele foi uma das que foi dormir cedo. No fim éramos só 4: duas das gurias, ele e eu. As gurias foram dormir, eu fui escovar os dentes e, na saída do banheiro, ele veio de novo. Me abraçou, beijou e me carregou até o outro lado do hostel, onde encontramos um quarto vazio. Entramos. A cama era meio barulhenta, entao deitamos no chão mesmo. Depois, cada um para o seu quarto (ele, de novo, foi dormir com a namorada).
Segunda-feira, dia de ir embora e voltar à rotina. Passamos o dia inteiro no ônibus, viajando. O que foi bastante incômodo, já que meus ossinhos da coluna doíam do chão da noite anterior. Chegamos. Ele, a namorada e outro amigo me acompanharam até a minha parada de ônibus. Na hora de me despedir dele, só um abraço de amigos. Mas com aquele arrepio percorrendo o corpo.
E durante toda a viagem de volta, meu celular tinha ficado sem bateria, então não pude escrever ao 1, como tinha dito que faria, pra dizer a que hora eu chegava e pra nos encontrarmos. Quando cheguei em casa escrevi “Cheguei muito tarde. Desculpa. Deixamos pra amanhã”.
E no “amanhã”, ele me buscou na saída do trabalho. Me levou pra tomar café e comer torta de chocolate. Um amor! E me acompanhou até o barzinho onde eu ia tomar umas cervejas com uns amigos, enquanto ele ia pra aula. Na saída da aula, foi me encontrar no barzinho e acabou indo dormir na minha casa.
Tudo ia muito bem, os beijos eram muito bons, os lábios se encaixavam perfeitamente, as preliminares eram super quentes… até que ele tirou a cueca. Sério? É só isso mesmo? Tem certeza? Não que eu ache que “tamanho é documento”, mas tudo tem limite, né?
Dormimos.
No dia seguinte, no trabalho, o 2 me disse, pelo gtalk, que queria me ver. Eu, depois da decepção do dia anterior, tinha muita vontade de sexo bom. Topei. Ele disse pra namorada que ia trabalhar até tarde, me buscou na saída do trabalho e foi até a minha casa. Passou reto, enquanto minha flatmate tomava banho (claro, ela também é do grupo de amigos e não poderia saber), e foi direto pro meu quarto.
Foi só fechar a porta e o quarto pegou fogo! Os braços fortes me envolvendo, os beijos que se encaixavam, cheios de desejo, as mãos que percorriam os corpos, as roupas no chão, os corpos que se moviam ritmados e frenéticos, o sexo que se encaixava perfeitamente, os corpos suados pós-sexo abraçados… poderia passar horas assim. Mas ele tinha que ir embora… ficou, então, a promessa de um próximo encontro, para o sábado de manhã (quando ele teria que “trabalhar”)
Na quinta-feira, tirei uma folga e não vi nenhum dos dois.
Na sexta, já tinha combinado com o 1 de que íamos sair. Só que eu queria, ao máximo, evitar chegar até o quarto, pra evitar a frustração. Então fomos no cinema, ver um desenho animado infantil. Filme, pipoca, sorvete. Ele é um doce! Papo-cabeça, piadas… ele tem papo! Caretas, beijinhos, bobaginhas… me sinto à vontade com ele! Ele acabou indo pra minha casa de novo.
Eu já esperando a decepção de novo… mas dessa vez ele surpreendeu! Entendi o que aconteceu: no outro dia ele tava nervoso e o amiguinho lá embaixo resolveu não colaborar… E dessa vez foi bom. Não foi um 9 (de 10), como o outro… mas foi um 7. Dá pro gasto.
No sabado de manhã, o 1 foi embora as 6 da manhã (porque ele tinha aula) e o 2 chegou as 9. Direto pro quarto. Mais um pacote de camisinhas. Foi bom. Foi intenso. Foi cansativo.
As 3 da tarde, quando ele foi embora, eu tava sedenta, faminta e com o corpo todo dolorido. Que sensação boa!
E no sábado a noite, tinha festinha em casa. Meu aniversário. Vieram todos os amigos. Inclusive o 2… e a namorada! E ela foi um amor comigo. Me deu presente, me deu um cartão lindo, fez A festa. E eu me senti um lixo. Sou a pior pessoa do mundo, já sei! Nesse momento, tomei a decisão.
No domingo, depois das caipirinhas, do forró, da bebedeira, acordei cedinho pra encontrar o 1 (que não tinha sido convidado pro meu aniversário) e ir com ele pra praia. Foi lindo! Ele é um amor, super divertido. Adoro os beijos dele, adoro as caretas dele, adoro seus olhinhos cheios de ternura. Passamos um dia muito bom na praia e eu terminei de decidir: vou ficar só com ele. E que o outro não me procure mais.
Na segunda-feira comuniquei a decisão ao 2. Na segunda à noite o 1 foi dormir em casa. E os dois continuaram me mandando mensagens, me trovando, super bonitinhos. Mas eu escolhi ser uma boa pessoa.